INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

Em 2012 a ASPA comemorou 35 anos de intervenção em Braga. Criou, nessa data, este blogue.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
DEZEMBRO DE 2013
O novo executivo municipal suspende o PDM na área da ZEP das Sete Fontes.
Foi dado o 1º passo e há, finalmente, a esperança para o Monumento Nacional.

JUNHO DE 2015
O PDM aprovado na Assembleia Municipal de Braga prevê área de construção em ZEP do Monumento Nacional.
Novamente um futuro incerto para o Complexo das Sete Fontes?!

MARÇO de 2016
Publicada a Declaração nº16/2016, de 3 de março, que revoga o despacho que aprovou a constituição de faixa de reserva "non aedificandi" para o lanço da EN 103-Variante de Gualtar, entre o Nó do Hospital e o Nó Norte (Nó do Fojo).
É o fim da variante que atravessaria o Complexo das Sete Fontes e tanto preocupava os defensores do Monumento Nacional.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO (Capela dos Coimbras)

Recebemos um conjunto de fotografias elucidativas do estado de abandono/falta de manutenção em que se encontra  a Capela de Nossa Senhora da Conceição, conhecida por Capela dos Coimbras. 
Para que não haja dúvidas sobre o valor patrimonial da Capela, classificada como Monumento Nacional, aconselhamos a consulta da informação disponível no site da Direção Geral do Património.
A ASPA recomenda, a quem de direito, a conservação desta capela. Atendendo a que se trata de um monumento que capta a atenção dos turistas, agradece um olhar atento e a devida manutenção.
 


quarta-feira, 20 de julho de 2016

BANCO PORTUGUÊS DE GERMOPLASMA VEGETAL - uma boa notícia

O Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV) tem passado momentos de grandes dificuldades. Iniciou o trabalho na Quinta dos Peões (as fichas iniciais demonstram isso mesmo), foi desalojado por motivos alheios à vontade dos seus dirigentes e passou momentos de incerteza quanto o futuro. Não tem usufruído do apoio esperado para uma instituição desta natureza, apesar de desenvolver um papel essencial à conservação do património genético vegetal.
Merece todo o apoio das entidades locais e nacionais, o que nem sempre tem acontecido.
Depois do texto publicado na coluna Entre Aspas, e da visita promovida pela ASPA ao Banco Português de Germoplasma Vegetal, fomos surpreendidos, muito positivamente, com o compromisso assumido pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Braga relativamente a este equipamento essencial à conservação do património genético vegetal.
Diário do Minho - 21 de julho de 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

BRAGA: Rio Cávado e Rio Homem

No geral, a população reconhece a importância dos rios no desenvolvimento local, tanto sob o ponto de vista ambiental e de qualidade de vida, como sob o ponto de vista económico. 

1. A CIM Cávado tem desenvolvido várias iniciativas que envolvem  a população e têm em vista a reflexão centrada no Rio Cávado. 
O Concurso de Fotografia "AQUA CÁVADO: o Homem e o Rio", que termina no dia 15 de julho, convida a um olhar mais atento sobre o Rio Cávado... 

Ampliar
Diário do Minho - 7 de julho de 2016
 Quanto ao Rio Este, que a via pedonal ciclável aproximou da população, têm sido identificados vários problemas que exigem resposta urgente. Desta vez, o olhar atento de quem passeia junto ao Rio Este permitiu detectar a presença de peixes mortos.
Qual a causa do problema? Esse é assunto que as entidades competentes terão de identificar e resolver.
Diário do Minho - 11 julho 2016



ENTRE ASPAS - "BANCO PORTUGUÊS DE GERMOPLASMA VEGETAL: da proteção à valorização de recursos genéticos vegetais"

A Engª Ana Maria Barata, coordenadora do Banco Português de Germoplasma Vegetal, dá-nos a conhecer o excelente contributo desempenhado tendo em vista a conservação e valorização do património genético vegetal do país. O BPGV é a única estrutura nacional com estas funções.



REGISTOS DA VISITA:
O BPGV é um espaço muito especial, onde o trabalho agrícola - desde  a sementeira à colheita - é articulado com trabalho de laboratório e atividade de investigação.

 


Herbário
A viabilidade das sementes exige sementeiras periódicas.
Das primeiras fichas. Ainda na Quinta dos Peões.
   


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Visita ao Banco Português de Germoplasma Vegetal

A ASPA organizou uma visita ao  Banco Português de Germoplasma Vegetal, a realizar no dia 15 de julho, pelas 16:30h, sendo orientada pela Engª Ana Maria Barata.

Nº máximo de participantes: 30
Inscrições: gratuitas, mas obrigatórias  até 13 de julho. Sujeitas  a confirmação.

Ponto de encontro: 
Quinta de São José, São Pedro de Merelim
(Estrada Nacional Braga/Prado)

O Banco Português de Germoplasma Vegetal (BPGV), do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, tem como missão preservar e salvaguardar sementes recolhidas junto dos agricultores, nomeadamente cereais, leguminosas grão, hortícolas, plantas aromáticas e medicinais, pastagens e forragens.
No BPGV trabalha uma equipa de investigadores e técnicos que têm em mãos a conservação do património genético do país, através de técnicas de frio, coleções de campo, in vitro e criopreservação. 
A avaliação deste património faz parte integrante das atividades do BPGV.

terça-feira, 28 de junho de 2016

ENTRE ASPAS - "Braga na Alta Idade Média"

A Doutora Maria do Carmo Ribeiro, docente no Departamento de História da Universidade do Minho, partilha connosco o resultado da sua investigação académica sobre Braga na Alta Idade Média. 
Este é o 7º texto da série "Aprender História Descobrindo a Cidade".
Para saber mais:
  • Avelino Jesus da Costa, O Bispo D. Pedro e a Organização da Arquidiocese de Braga, 2 volumes (2.ª ed.). Braga: Irmandade de S. Bento da Porta Aberta, 1997.
  • Luís Fontes, “Braga e o norte de Portugal em torno de 711”. In 711, Arqueología e Historia entre dos mundos, 2011, pp: 315-336. 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

ENTRE ASPAS "Notas sobre um Encontro de Associações de Património"

No Encontro de Associações de Defesa do Património, promovido pelo Pelouro do Património da CMB, a ASPA partilhou um pouco da sua longa história de quase 40 anos. 
A defesa de Bracara Augusta foi o motivo da criação da CODEP, em 1976, um movimento de cidadãos que deu origem à ASPA.
Na balança dos ganhos e perdas foi assinalado o papel da ASPA na preservação da colina da Cividade e de Bracara Augusta, do Mosteiro de Tibães e das Sete Fontes. 
Mas há também derrotas importantes: o parque oriental na Quinta dos Peoes, tantas casas de valor arquitectónico e histórico, o território destroçado por um urbanismo pungente.
A ASPA tem-se regido pela ideia matriz de que a defesa do património se enraíza na preservação da memória...
Diário do Minho (13 jun 2016)


Bracara Augusta - com Lúcio Craveiro e Jorge Alarcão (Março de 1976)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

ENTRE ASPAS - "Reabilitação de edifícios históricos em Braga"

As praças, ruas e o edificado do Centro Histórico de Braga constituem um valioso legado que é necessário proteger.
Braga só será capaz de igualar-se a cidades vizinhas que, desde há anos perceberam a importância da salvaguarda do património para  o desenvolvimento local, se projetistas, proprietários, promotores imobiliários, técnicos da autarquia e responsáveis políticos, abraçarem como causa comum a valorização do edificado.
É esse o desafio que, em conjunto, terão de vencer.

Devemos ter presente que:
  • A demolição implica destruição de património e empobrece as cidades.
  • A reabilitação conserva o que existe, integra o passado no presente, valoriza  as cidades. É um atrativo para quem nos visita.

Diário do Minho - 30 de maio de 2016
Rua Dom Frei Caetano Brandão
Rua de S. Vicente
O património de Braga não se limita ao subsolo, embora na Rua Dom Frei Caetano Brandão e Rua de S. Vicente se justifiquem intervenções arqueológicas aprofundadas. Estas casas possuem um expressivo valora arquitectónico, que não se limita à fachada, sendo igualmente constituído por interiores de grande interesse patrimonial e estético que é necessário proteger e valorizar.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

ENCONTRO DE ASSOCIAÇÕES DE DEFESA E DIVULGAÇÃO DO PATRIMÓNIO

                                             Ampliar
Sábado, dia 28 de maio, vai realizar-se um Encontro de Associações de Defesa e Divulgação do Património. Iniciativa da CMB (Pelouro do Património/Gabinete de Arqueologia).
Às 9h30, na Fonte do Ídolo.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

RUA DE S. VICENTE - zona de grande sensibilidade patrimonial (2)

Não haverá dúvidas, com certeza, que a Rua de S. Vicente é uma zona de grande sensibilidade patrimonial.  Porém, o que temos observado no terreno, desde 2012, não evidencia especial atenção em relação a esta zona da cidade.
A ASPA tem recebido imagens do interior de casas desta rua que demonstram a existência de vários testemunhos da arquitetura e de elementos decorativos originais: painéis de azulejos, tetos trabalhados, escadarias em madeira e granito, clarabóias, portadas, batentes e gradeamentos de varandas em ferro, etc. Este tipo de arquitetura, o modo como se concebiam os espaços interiores, em que a estética e o conforto deviam marcar presença, deve ser preservado e integrado na intervenção a realizar.
Conservar para as gerações vindouras estes espaços privados, e os sinais das vivências  quotidianas, que testemunham a importância que Braga teve no passado, é uma obrigação da geração presente e, em especial, de quem tem responsabilidades ao nível da salvaguarda do património. É esse o futuro que desejamos para Braga.
Há anos que outras cidades perto de nós  perceberam a importância da reabilitação de edifícios e lançaram políticas que têm em vista a sua salvaguarda e valorização. Cedo perceberam que a demolição do interior NÃO É A SOLUÇÃO quando existem marcas singulares e evidentes no interior das casas. Os testemunhos da arquitetura original, devidamente conservados numa obra de reabilitação, irão valorizar o edifício, a rua e o Centro Histórico de Braga. 
Quando terá Braga um Regulamento de Salvaguarda do Centro Histórico que evite mais demolição/destruição de legado do passado, mesmo que doméstico? 

1. No final de 2015 fomos informados da demolição de duas casas nesta rua, em que se verificou, pelo menos, a perda de um painel de azulejos da entrada. De imediato questionámos a CMB e divulgámos, através deste blogue, o resultado dessas diligências. 
Em final de abril fomos novamente surpreendidos com imagens que nos foram enviadas, desta vez pelo facto de os azulejos da fachada, até então mantidos, terem sido retirados. Abandonados no chão, visíveis através da proteção da obra, conforme demonstram as imagens! 
Questionámos novamente a CMB (Gabinete do Centro Histórico). Fomos informados que os azulejos serão repostos depois de restaurados. 
                                                                                                                   
2. Junto à Igreja de S. Vicente surpreende-nos que o nº 161 anuncie a venda de T1, T2 e T3, já com projeto aprovado. Estará prevista a integração de testemunhos da arquitetura original, nomeadamente a escadaria em granito existente na entrada e nas traseiras, piso em lajes de granito, painéis de azulejos, tetos, pintura interior, etc.? 
              
3. Temos recebido outras imagens que mostram mais testemunhos da arquitetura original escondidos no interior de casas desta rua. 
Uma dessas casas foi anunciada para venda, divulgando as pré-existências. Conservou até aos nossos dias painéis de azulejo, mosaico hidráulico, pinturas interiores, escadaria e tetos de madeira. No exterior, os azulejo da fachada e gradeamentos de varandas e da porta de entrada.
Nesta casa esperamos que esteja prevista a reabilitação com salvaguarda destes sinais, certamente pensados por quem projetou a casa.  Ansiámos que seja um exemplo de reabilitação urbana que a dignifique, bem como à rua e ao Centro Histórico de Braga.
                                                                                                                 A Convenção de Braga para a Salvaguarda do Património Cultural, assinada em 18 de maio de 2016, integra um conjunto de recomendações assumidas pelos Municípios com Centro Histórico, "com base em quatro pilares fundamentais: a educação pela preservação patrimonial; a arquitetura e o urbanismo, a reabilitação de interiores e o estudo e conservação de vestígios artísticos e arqueológicos, a qualificação do ambiente e a gestão sustentável do espaço público; e a participação cívica e a cooperação institucional no âmbito da reabilitação urbana."
Espera-se que a Convenção seja operacionalizada em boas práticas: da parte dos proprietários, projetistas, promotores imobiliários, técnicos da autarquia, responsáveis políticos, instituições a quem compete zelar pelo património e associações.
Espera-se, também, que a demolição seja uma exceção em Braga, só aplicável quando o estudo técnico, devidamente fundamentado por equipa multidisciplinar, o justifique. 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

ENTRE ASPAS - "Antiguidade Tardia (sécs. VI e VII)"

Neste texto, da série "Aprender História Descobrindo a Cidade", Francisco Sande Lemos situa-nos no séc. VI e VII. 
Ampliar



Para saber mais:
(2004) – Bracara Augusta no Baixo Império e na Antiguidade Tardia. Uma primeira interpretação, Forum, 34, Braga, pp. 91-140.

(2010) – Fontes, Luís; Manuela Martins; Maria do Carmo Ribeiro; Helena Paula Carvalho, A CIDADE DE BRAGA E O SEU TERRITÓRIO NOS SÉCULOS V e VII, in ESPACIOS URBANOS EN EL OCCIDENTE MEDITERRANEO (5. VI - VIII) / 255 – 262. Toledo.