INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

Em 2012 a ASPA comemorou 35 anos de intervenção em Braga. Criou, nessa data, este blogue.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
DEZEMBRO DE 2013
O novo executivo municipal suspende o PDM na área da ZEP das Sete Fontes.
Foi dado o 1º passo e há, finalmente, a esperança para o Monumento Nacional.

JUNHO DE 2015
O PDM aprovado na Assembleia Municipal de Braga prevê área de construção em ZEP do Monumento Nacional.
Novamente um futuro incerto para o Complexo das Sete Fontes?!

MARÇO de 2016
Publicada a Declaração nº16/2016, de 3 de março, que revoga o despacho que aprovou a constituição de faixa de reserva "non aedificandi" para o lanço da EN 103-Variante de Gualtar, entre o Nó do Hospital e o Nó Norte (Nó do Fojo).
É o fim da variante que atravessaria o Complexo das Sete Fontes e tanto preocupava os defensores do Monumento Nacional.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

"A FLORESTA EM PORTUGAL: um apelo à inquietação cívica"

Em “A Floresta em Portugal: um apelo à inquietação cívica”, Vitor Louro, coloca-nos uma série de desafios  à reflexão centrada na floresta portuguesa. 
Vitor Louro nasceu em Braga em 1945 e é Engenheiro Silvicultor, formado pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa (1971).
Fez carreira profissional na Administração Pública (Direcção-Geral das Florestas) e liderou o Plano de Acção Nacional de Combate à Desertificação.
Foi secretário de Estado da Estruturação Agrária (1976) e deputado à Assembleia da República de 1976 a 1980.
Conduziu numerosos processos envolvendo agentes económicos e políticos e é autor de variados trabalhos publicados, de natureza técnica, e de artigos de opinião.
O autor oferece-nos conhecimento técnico necessário ao entendimento da realidade, mas sobretudo propõe-nos outras visões das mesmas realidades. 
Também nos propõe  questões para reflexão.
Deseja-se que resulte num reforço do poder da sociedade na relação com o Poder político, mas também num reforço da consciência dos proprietários e demais agentes (industriais, prestadores de serviços, técnicos, políticos, ...).

A sessão de lançamento do livro  “A Floresta em Portugal: um apelo à inquietação cívica”  será no dia 20 de outubro, às 18h00, no Museu Nogueira da Silva.
O livro será apresentado por Álvaro Domingues,  Geógrafo e Professor na Faculdade de Arquitectura do Porto.
Participe!
Sobre este tema várias questões se colocam:

  • Apesar de Braga ser um concelho onde a  floresta, e/ou matas, são visíveis de todas as freguesias, será que  a generalidade dos bracarenses  reconhece as várias potencialidades deste recurso natural?
  • Os proprietários de pequenas parcelas de floresta terão conhecimentos que lhes permitam tomar decisões rentáveis  e sustentáveis relativamente aos terrenos que possuem? 
  • As decisões políticas relativas a matas e florestas terão como suporte o conhecimento científico e técnico? 
  • Quais os problemas que  a floresta apresenta hoje em dia, em especial no norte de Portugal? A que se devem?
  • Que soluções existem para tornar a floresta suporte de vida selvagem, rentável, promotora do combate às alterações climáticas e, paralelamente, evitar o risco de incêndio?
  • Qual o papel dos municípios no incentivo à valorização da floresta, incluindo a gestão de matas de pinheiros e eucaliptos, uma vez que contribuem para o combate às alterações climáticas e apresentam potencialidades para o desenvolvimento económico da região? 
  • A responsabilidade relativamente à floresta deve ser partilhada com os municípios, ou única e simplesmente atribuída aos proprietários florestais?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

ENTRE ASPAS "D Diogo de Sousa: da cidade medieval à urbe aberta"

D. Diogo de Sousa, tomando como palco central a cidade de Braga, marca a transição da cidade medieval, cintada nos seus limites feudais e no alcance imediato da sua catedral, para uma urbe aberta, interdependente com o seu território envolvente e com o mundo. 
Diário do Minho - 19 set 2016
Este é o 9º texto da série "Aprender História Descobrindo a Cidade".

Para saber mais:




domingo, 11 de setembro de 2016

OURO DE LEI: histórias do ouro popular português

O OURO É PATRIMÓNIO. 
O TRABALHO DO OURO É CULTURA.


Carlos Eduardo Viana apresenta-nos o versão completa do documentário "OURO DE LEI: histórias do ouro popular português", que não deixa dúvidas sobre a importância  das peças de ouro tradicional na cultura popular. 

A versão reduzida permite perceber a riqueza do documentário...


Reconhecendo a importância da ourivesaria tradicional, como memória e património do povo,  a ASPA já dedicou um entre aspas ao tema e apelou à  salvaguarda do ouro de família.

Para saber mais sobre ourivesaria tradicional: 

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ENTRE ASPAS - "Construções antigas: demolir, ou preservar?"

João Miranda Guedes, vice-presidente da APRUPP (Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Proteção do Património), alerta-nos relativamente a questões de caráter técnico que devem ser devidamente ponderadas quando se intervém em construções antigas. 
Diário do Minho - 5 set 2016
Quando o dono da obra, técnicos e entidades licenciadoras optam por preservar/proteger os testemunhos da arquitetura original, o resultado final valoriza o edifício e marca pela diferença.
Nada melhor do que imagens de boas práticas para que não restem dúvidas... 






Para ampliar as imagens abrir num outro separador 




















Imagens cedidas por: www.martacampos.pt          
Fotografias: Arménio Teixeira


As Recomendações do ICOMOS, publicadas no documento "RECOMENDAÇÕES PARA A ANÁLISE, CONSERVAÇÃO E ANÁLISE ESTRUTURAL DO  PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO", são (ou deviam ser) de consulta obrigatória para quem intervém em património.
Chamamos a atenção para o prefácio da versão portuguesa, que inicia do seguinte modo "O património arquitectónico representa um bem valioso considerando os aspectos culturais e também económicos. O turismo e o lazer serão certamente uma das indústrias mais importantes do 3º milénio. Em geral, a existência de um monumento ou conjunto monumental emblemático representa a atracção principal de um local e, simultaneamente, um gerador directo e indirecto de recursos financeiros..."