INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

Em 2012 a ASPA comemorou os 35 anos de intervenção em Braga e, numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
DEZEMBRO DE 2013
O novo executivo municipal suspende o PDM na área da ZEP das Sete Fontes.
Foi dado o 1º passo e há, finalmente, a esperança para o Monumento Nacional.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

ENTRE ASPAS - "O último inverno: o regresso ao futuro da zona costeira?"


A ZONA COSTEIRA É PATRIMÓNIO NATURAL!
Para nos ajudar a perceber a origem dos fenómenos que observámos no último inverno, na zona costeira portuguesa, pedimos a colaboração do Professor Renato Henriques, geólogo, docente do Departamento de Ciências da Terra da Universidade do Minho. 
Desta vez leva-nos ao passado para nos ajudar a compreender o presente.

Diário do Minho - 28 de julho 2014

domingo, 27 de julho de 2014

DECISÕES INDISPENSÁVEIS À DEFESA DO PATRIMÓNIO BRACARENSE


Duas boas notícias num só dia:
  • A anulação do traçado da variante à EN 103 que, por decisão do anterior executivo municipal, iria atravessar o Complexo das Sete Fontes; 
  • A classificação da Casa da Torre, na Rua D. Paio Mendes, como imóvel de interesse municipal. 
A anulação do traçado da variante à EN 103 foi reivindicada pela  ASPA e pelos Peticionários no âmbito da participação pública nos Termos de Referência do Plano de Pormenor de Sete Fontes.
    Quanto à Casa da Torre, alertámos para o avançado estado de degradação do imóvel através da coluna Entre Aspas, no Diário do Minho: “Que faremos com esta casa?”.
         
    O início do período da discussão pública do PDM e a divulgação das “peças processuais” através do site da CMB é mais uma boa notícia para Braga.
    Diário do Minho - 26 julho 2014

    quarta-feira, 16 de julho de 2014

    O "MOSTEIRO DE TIBÃIS" - é Património Nacional desde 1944!

    A propósito da notícia publicada no Correio do Minho do passado dia 13 de julho, pág. 8, cumpre-nos chamar a atenção para a informação disponível no website da Direção-Geral do Património Cultural relativa ao Mosteiro de Tibães:
    • "Igreja e mosteiro de Tibãis, fontes e construções arquitectónicas da respectiva quinta, situados na freguesia de Mire de Tibãis, Braga" têm, desde 1944, o estatuto de Imóvel de Interesse Público (atualmente monumento de interesse público); 
    • Em 1949 foi publicada uma zona especial de proteção, revista e melhorada em 1994;
    • Em 1987 passou a Património do Estado/ Nacional;
    • Em 2013 a DRCNorte apresentou Proposta de reclassificação como MN, com a designação de "Mosteiro de Tibães".

    Lamentamos o lapso. O estatuto de Monumento Nacional é mais do que merecido, pelo que consideramos importantes as iniciativas que tenham em vista a reclassificação do Mosteiro de Tibães.

    Caso persista alguma dúvida sobre o valor patrimonial do Mosteiro de Tibães, poderá ser ainda consultada  a informação disponível no SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico. E também o texto "Felizmente há luar!"

    Correio do Minho - 13 julho 2014

    segunda-feira, 14 de julho de 2014

    SETE FONTES - uma nova etapa na História do Monumento.

    Nos últimos três anos mantivemos um contador de dias de abandono do Complexo das Sete Fontes, quer neste blogue quer nos textos publicados na coluna Entre Aspas, no Diário do Minho. 
    As obras de conservação iniciaram, razão pela qual retirámos esse contador.
    Consideramos essencial que os cidadãos possam acompanhar, com conhecimento acrescido, as estratégias de intervenção no Complexo das Sete Fontes, tanto mais que a defesa do Monumento Nacional se deve a uma vitória da cidadania. 
    Por isso mesmo se torna importante que:
    • a Câmara Municipal de Braga disponibilize, através do respetivo website, o projeto das obras de conservação;
    • a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho divulgue os relatórios dos estudos arqueológicos e de análise cronológica das estruturas já realizados e cujo resumo consta do website da DGPC.

    ENTRE ASPAS - "Ir a banhos no Minho, no séc. XIX"


    O desejo de praia começa a nascer em finais do séc. XVIII, quando novas preocupações com o corpo e a saúde nas classes sociais mais elevadas levam os médicos a receitar curas de água, primeiro em estâncias termais, depois através de banhos de mar. O ar fresco e puro das praias, o exercício físico associado aos banhos e aos passeios e longas caminhadas eram aconselhados como remédio para combater a debilidade, a histeria e outras doenças do foro psíquico então associadas sobretudo a mulheres e crianças.
    Diário do Minho - 14 julho 2014

    quarta-feira, 9 de julho de 2014

    COMEÇARAM AS OBRAS DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO NO COMPLEXO DAS SETE FONTES


    As obras de conservação das estruturas exteriores do Complexo das Sete Fontes começaram no final do junho. 
    Esperamos que tenham o devido acompanhamento por parte da DRCN e um olhar atento por parte da CMB.
    (Para ampliar as imagens abrir hiperligação em novo separador)
    Mina Dr Amorim (1752)

    O brasão de armas do arcebispo D. José de Bragança, na mina Dr Amorim, revela-nos agora toda a sua grandiosidade . O brasão apresenta, há anos, a supressão do chapéu por mutilação.

    Mina dos Órfãos (datada de 1804)

    Mina de Nozes

    Aguardamos a conservação de estruturas interiores danificadas durante a construção do hospital e acessos bem como a resolução dos problemas de erosão do solo na envolvente das minas e aquedutos. Aguardamos também a realização de obras de drenagem da via de acesso ao hospital.
    Ampliar
    Diário do Minho - 10 julho 2014


    APRESENTAÇÃO DO Nº13 DA REVISTA MÍNIA

    A apresentação do nº13 da Revista Mínia, tal como o investimento da CMB em obras de conservação e restauro do Complexo das Sete Fontes, foram notícias de destaque  para o Diário do Minho.
    Diário do Minho - 9 julho 2014

    Diário do Minho - 9 julho 2014

    terça-feira, 8 de julho de 2014

    "ÁGUA DAS SETE FONTES" - um estudo realizado em 1937 que os bracarenses desconheciam!

    O estudo elaborado em 1937, a pedido da Câmara Municipal de Braga, não teve qualquer influência nas opções tomadas em PDM, ao longo de anos, para as Sete Fontes! Os dados trabalhados pela CMB, no final da década de 50, também não foram atendidos! E também foi ignorado o parecer do Instituto Português de Arqueologia elaborado em 1999! 
    O Sistema Hidráulico Setecentista era conhecido em pormenor. Os desenhos das minas, galerias e aquedutos, assinados pelo Engº Nascimento da Fonseca comprovam isso mesmo. 
    O manancial de água que suporta era também conhecido, conforme comprovam esses estudos e também o Diário do Governo de  4 de Janeiro de 1936. 



    Estes e outros dados sobre o Complexo das Sete Fontes podem ser consultados na MÍNIA nº 13.


    A suspensão do PDM na área das SETE FONTES, assumida recentemente pelo atual executivo municipal, abriu de novo  a esperança para o Complexo das Sete Fontes (Monumento Nacional desde 2011).
    As obras de conservação já em curso, por enquanto nas estruturas exteriores, demonstram um investimento no Sistema Hidráulico Setecentista. 
    Aguardamos a conservação de estruturas interiores danificadas durante a construção do hospital e acessos  bem como a resolução dos problemas de erosão do solo na envolvente das minas e aquedutos. Aguardamos também a realização de obras de drenagem da via de acesso ao hospital.



    ALERTAS À REVISÃO DO PDM (1999)

    Se este alerta tivesse merecido a devida atenção... como seria Braga hoje em dia?
    Qual seria a extensão do Complexo das Sete Fontes?