INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

Em 2012 a ASPA comemorou os 35 anos de intervenção em Braga e, numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
DEZEMBRO DE 2013
O novo executivo municipal suspende o PDM na área da ZEP das Sete Fontes.
Foi dado o 1º passo e há, finalmente, a esperança para o Monumento Nacional.

segunda-feira, 23 de março de 2015

ENTRE ASPAS - "O solo e a paisagem do Minho"


Sendo o solo o suporte de espécies arbóreas, arbustivas e herbáceas que caracterizam a paisagem do Minho e constituem suporte de vida à fauna selvagem, urge assumir a sua proteção como estratégica para o desenvolvimento sustentável da região. Assegurar políticas locais de proteção do solo e da paisagem é um desafio que se coloca aos municípios no âmbito da gestão do território, através dos planos diretores municipais. Podem ir mais além e, através da adesão a projetos comparticipados, incentivar a população rural à adoção de práticas agrícolas sustentáveis que contribuam, ainda, para a prevenção dos fogos florestais.
Desafio que deverá ter como parceiras as instituições de ensino superior que produzem conhecimento nestas áreas. Por isso mesmo pedimos a colaboração do professor Miguel Brito, especialista em solos, que lança a reflexão e alguns alertas através deste texto publicado na coluna Entre Aspas, do Diário do Minho.
Diário do Minho - 23 de março





quinta-feira, 19 de março de 2015

"DESCENTRALIZAR: DE QUE ESTAMOS A FALAR?"

De que modo deve posicionar-se a Administração Pública, de modo a assegurar a satisfação regular e continua das necessidades coletivas de segurança, cultura, bem estar e progresso?

Palestrante: Doutor António Cândido Macedo de Oliveira
19 março - 21.30h - Edifício GNRATION (Braga)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ENTRE ASPAS - " A descaracterização de uma obra emblemática do arquiteto Fernando Ramalhete"


A sustentabilidade da intervenção no edificado é, hoje em dia, preocupação dos profissionais que traçam a futura imagem urbana das nossas cidades.
Importa clarificar conceitos para que não restem dúvidas sobre o alcance dos termos relativos a intervenção no património.
Reabilitação - Intervenção arquitectónica que tem em vista a conservação do património construído como um todo formal e tecnológico.
Documentos sobre o tema:

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

DISCUSSÃO PÚBLICA DO PDM - alertas e propostas da ASPA e Peticionários

A ASPA participou na discussão pública da proposta de PDM apresentando na CMB:
  • um documento conjunto com os Peticionários, relativamente ao Complexo das Sete Fontes e envolvente; 
  • a proposta de realização de um Plano de Pormenor para o quarteirão degradado definido pelas ruas do Carmo, do Carvalhal, dos Chãos, dos Capelistas, pelo Largo de S. Francisco e pelo Campo da Vinha.  Pelo património arquitetónico que engloba e a complexidade operacional inerente;
  • a criação de uma zona de proteção nonaedificandi e de restrição de todos os usos e ações que interfiram com a “Rodovia de Acesso ao Bom Jesus". Do ponto de vista da regulamentação a atribuir, considera-se que deverá ter-se em vista a complementaridade urbanística e paisagística de todo este espaço com a área candidata a Património da Humanidade e a promoção de novos e adequados parâmetros de qualificação urbana.
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

ENTRE ASPAS - "Em defesa das fruteiras regionais"

As maçãs porta-da-loja, tal como a pêro-de-Coura ou a pipo-de-Basto, são património genético vegetal do Minho. Devem ser preservadas, valorizadas e classificadas com o estatuto que as dignificaria e lhes daria o lugar de destaque que merecem. 
Temos a esperança de que a maçã porta-da-loja seja honrada com denominação de origem na região e, associada a outros produtos bracarenses, passe uma imagem positiva do nosso concelho, em Portugal e além-fronteiras.
Diário do Minho - 9 fevereiro 2015
Para saber mais sobre as variedades regionais do Minho, a ASPA conta com a colaboração de Raúl Rodrigues, engenheiro agrícola e professor de Fruticultura na Escola Superior Agrária de Ponte do Lima, que tem investido na recolha deste património genético vegetal.


MACIEIRAS REGIONAIS DO MINHO SÃO PATRIMÓNIO MATERIAL

As maçãs Regionais do Minho começam a ter o destaque que merecem. O Porto Canal fez um reportagem sobre as fruteiras conservadas por Raul Rodrigues, na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima. Ver aqui. 


Correio do Minho - 8 setembro 2014
Público - 20 janeiro 2015

Público - 20 janeiro 2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ENTRE ASPAS : "PDM de Braga: contributo para a discussão pública"

O PDM na ZEP das Sete Fontes...

Um olhar atento ao PDM de Braga não deixa dúvidas que se torna essencial a participação dos cidadãos.
Sabendo que a área da ZEP das Sete Fontes exige um Plano de Pormenor de Salvaguarda(PPS), que os resultados dos estudos hidrogeológio e arqueológico não são, ainda, conhecidos, por que motivo o Plano Diretor Municipal faz opções que podem condicionar o futuro Plano de Pormenor e Salvaguarda? 
Diário do Minho - 26 de janeiro
Extrato da Planta de Classificação e Qualificação do Solo            Extrato da Planta do Património Classificado e Inventariado
Legenda
                                            
Obra de Arte - estrutura preparada para a Variante à EN 103

domingo, 25 de janeiro de 2015

DISCUSSÃO PÚBLICA DO PDM DE BRAGA - sessão técnica

A discussão pública do PDM de Braga foi exemplar. Foi um momento histórico de cidadania, sem dúvida. 
Ficou provado que os bracarenses estão atentos, sejam ou não técnicos, consultaram os documentos, querem conhecer as razões que levaram a determinadas opções, estão preocupados com o custo de algumas, apresentam críticas construtivas e alternativas.
Querem conhecer as prioridades para curto, médio e longo prazo. 
Ficou  o desafio à participação, através do preenchimento de documento disponibilizado no Balcão Único da CMB.
As dúvidas mais simples podem ser esclarecidas em pdmbraga.cm-braga.pt 
Sobre as Sete Fontes, ficou  a promessa de uma discussão pública do Plano de Pormenor  e Salvaguarda nos moldes do processo do PDM. 
Diário do Minho - 25 de janeiro
Correio do Minho - 25 de janeiro

Uma circular à cidade projetada para daqui a 40 anos... (traçado a vermelho)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

ENTRE ASPAS - "Braga 2020: Uma oportunidade a não perder"


O Plano Operacional Regional do Norte 2014-2020, que estabelece as bases para o financiamento na Região que Braga integra, define como um dos seus objetivos temáticos "Preservar e proteger o ambiente e promover a utilização  eficiente dos recursos".
A ASPA manifesta a sua estranheza pelo facto de não ter sido colocada na agenda prioritária do Município a definição de um plano estratégico de recuperação e salvaguarda do centro histórico, considerando  a totalidade das suas vertentes, do espaço público aos edifícios privados, do património edificado à mobilidade, dos espaços verdes à dinamização cultural.
Neste novo contexto, a oportunidade de garantir a reabilitação do centro histórico de Braga não pode ser desperdiçada.

domingo, 11 de janeiro de 2015

CAMINHADA ÀS SETE FONTES

A caminhada realizada hoje às Sete Fontes, promovida pela CMB, contou com a participação de elevado número de pessoas. 
Foi um momento importante para as Sete Fontes pois, mais uma vez, foi notório o interesse e curiosidade relativamente ao Monumento Nacional.  Muitas pessoas não conheciam ainda o Sistema Hidráulico Setecentista, outros conheciam as capelas barrocas mas nunca tinham visitado o seu interior. As filas eram grandes para entrar em cada mina, descobrir as mães-d`água e galerias subterrâneas.
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A visita permitiu, a muita gente, a descoberta desta área do território concelhio, onde o património, ambiente e paisagem se unem criando condições para um parque urbano muito especial, diferente de todos os outros. 
A apropriação deste espaço pela população, bem visível no quotidiano de muitas famílias, não deixa dúvidas de que os bracarenses reclamam, para usufruto público, a envolvente do Monumento Nacional.
Recordando o passado...
Relembramos que em 1995, por sugestão da ASPA, foi apresentada ao IPPAR a proposta de classificação do Complexo das Sete Fontes. Foi grande  a pressão, junto dos organismos que tutelam o património, para que fosse classificado o Sistema Hidráulico mandado construir no séc. XVIII, por D. José de Bragança, para levar água à cidade. A ASPA e, mais tarde, a Junta de Freguesia de S. Victor e a Jovemcoop, desencadearam esforços no sentido da salvaguarda do monumento. Em 2009 surge um movimento de cidadãos, os Peticionários pela Salvaguarda das Sete Fontes, que organizou uma Petição e um conjunto de iniciativas junto da Assembleia da República que conduziu, finalmente, em 2011, à classificação do Sistema Hidráulico Setecentista como Monumento Nacional e à definição da respetiva Zona Especial de Proteção (ZEP).
O presente  e o futuro...
Louvamos as medidas adotadas pelo atual executivo municipal, nomeadamente a anulação da variante à EN 103 e a rotunda com cinco vias prevista para a cabeceira do Sistema, conforme consta do Plano de Pormenor elaborado pelo anterior executivo municipal.  
Louvamos também a suspensão do PDM de 2001, na área da ZEP, uma vez que se tornava essencial libertar a pressão urbanística sobre as Sete Fontes.
O novo PDM está em fase de discussão pública. Informe-se sobre as opções definidas para a ZEP das Sete Fontes, consultando, também, a legenda do PDM. PARTICIPE.