INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

Em 2012 a ASPA comemorou os 35 anos de intervenção em Braga e, numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
DEZEMBRO DE 2013
O novo executivo municipal suspende o PDM na área da ZEP das Sete Fontes.
Foi dado o 1º passo e há, finalmente, a esperança para o Monumento Nacional.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

AQUEDUTO DAS SETE FONTES - obras revelam mais um troço subterrâneo do aqueduto

Uma vala aberta pela Citygás, na rua do Burgo (junto à rua de S. Vicente), deixou a descoberto uma conduta de laje de granito talhada. Questionámos o Gabinete de Arqueologia da CMB, que confirmou tratar-se de um troço do Aqueduto das Sete Fontes, que liga ao da Rua de S. Vicente, deixado a descoberto em 2012. 
Deixamos aqui uma sugestão à CMB: aproveitar estas obras, que revelam vestígios do passado, para informar os cidadãos sobre os valores deixados  a descoberto e, de forma didática, divulgar  e valorizar património escondido sob as ruas da cidade. 
Rua do Burgo - 22 novembro 2014


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Entre Aspas - "(Re)aprender a construir"


Constatamos que as cidades ficam vazias, porque já não são amigáveis, desejando-se que uma nova paisagem urbana surja, menos consumidora, mas, certamente, muito mais agradável. Passados os tempos das grandes aventuras, hoje, uma intervenção na cidade exige compromisso com o lugar, com o contexto e com as pessoas e, ainda, uma racionalização dos recursos disponíveis, financeiros e materiais. Por isso mesmo, a reabilitação, ao serviço das cidades sustentáveis, está na ordem do dia.

O desafio que se coloca atualmente exige de nós a capacidade de recorrer às nossas próprias referências culturais, reprocessando-as em novos termos.
Para (re)aprender a construir, basta colocar um pouco do nosso passado ao serviço do nosso futuro!                                                            
Diário do Minho - 17 de novembro





segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Entre Aspas - "(Re)começar pelo Centro Histórico..."


A reabilitação é o lema para o futuro.
Para além do Centro Histórico e, inclusive, no edificado do séc. XX.

A reabilitação e a regeneração urbana é hoje mais económica, mais duradoira e sustentável do que seria prosseguir com novas urbanizações.

Ampliar
Diário do Minho - 3 de novembro 2014
Esperança. Avenida da Liberdade

 Demolição. Cruzamento da Rua 25 de Abril com a Rua 31 de Janeiro


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

ENTRE ASPAS - " A ASPA e o Arquivo Manoel Carneiro"

Globalmente, pode dizer-se que cerca de um terço das imagens deste espólio é constituído por temas urbanos bracarenses, essencialmente de espaços centrais (Praça da República, largo de São Francisco, Avenida Central...), Sé (interior e tesouro) e Bom Jesus do Monte. Há também três lotes assinaláveis com imagens de Guimarães, Vizela e Póvoa de Varzim, talvez por causa dos postais que a "Casa Carneiro" editou.

Diário do Minho - 6 de outubro 2014
Diário do Minho - 20 de outubro 2014



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Parque Transfronteiriço do Gerês-Xurés


Vídeo Promocional do Parque Transfronteiriço do Gerês-Xurés inserido no projeto "Valor Gerês-Xurés" e cofinanciado pelo POCTEP. Mais informações em: www.valorgeres-xures.pt.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

DENOMINAÇÃO DE ORIGEM DE VARIEDADES REGIONAIS - contributo para a sustentabilidade agrícola

Será que os Minhotos conhecem as variedades de fruta regional?
Quantos sabem que a maçã Porta-da-Loja é colhida agora, depois de sujeita a frio e humidade durante a noite, quando apresenta já a tonalidade avermelhada que a caracteriza e, posteriormente, conservada em lojas térreas até Março/Abril, mesmo sem recurso  a frio artificial?
Quem teve  a oportunidade de confirmar o excelente paladar desta maçã será que tem conhecimento do seu valor alimentar, mais concretamente do teor de antioxidantes e minerais? 
Sendo conhecidas as tradições associadas à maçã Porta-da-Loja, como foi possível serem ignoradas durante décadas? Se Oviedo valorizou a cidra, ao ponto de captar turistas com base na tradição associada ao modo de servir esta bebida, não seremos nós capazes de valorizar também a maçã Porta-da-Loja associada a um copo de Vinho Verde?
As variedades regionais de macieira, pereira, laranjeira e ameixoeira, entre outras, são património genético vegetal, que deve ser conservado, divulgado e valorizado sob o ponto de vista comercial. 
Haja vontade e coragem política, e também por parte das instituições públicas,  organizações de agricultores e cooperativas agrícolas/de fruticultores, para promover uma fruticultura sustentável com base em variedades regionais e avançar para a criação da denominação de origem da Porta-da-Loja.

Para saber mais sobre as variedades regionais do Minho, neste caso de macieiras, aconselhamos a leitura do texto de Raúl Rodrigues, engenheiro agrícola e professor de fruticultura na Escola Superior Agrária de Ponte do Lima, que tem investido na recolha deste património genético vegetal.
AMPLIAR
Correio do Minho - 8 de setembro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

ENTRE ASPAS - "Participação em processos de consulta pública: direito à informação e à expressão"

A necessidade de informação como condição para a participação pública é óbvia: para alguém se poder pronunciar sobre um plano ou projeto precisa de o conhecer e precisa também de saber como se pode expressar sobre ele. O acesso à informação é um dos três pilares da Convenção das Nações Unidas sobre o Acesso à Informação, Participação Pública no Processo de Tomada de Decisão e Acesso à Justiça em Matéria de Ambiente, subscrita e ratificada por Portugal.
Diário do Minho - 22 setembro 2014
.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

ENTRE ASPAS - "As Lojas Históricas são Património!"

Em Braga sobrevivem lojas antigas que acompanharam várias gerações de bracarenses e podem, ainda, ter um papel de destaque no futuro da cidade que as viu nascer.
Diário do Minho - 8 set. 2014

Descubra as lojas... através das fotos de Ana Barros:






segunda-feira, 25 de agosto de 2014

ENTRE ASPAS - "Ir a banhos no Minho" (2) e (3)

Não era nada fácil ir a banhos no final do séc. XIX e início do séc. XX! 
Manuela Barreto Nunes recorda vivências dessas épocas nos textos publicados na coluna Entre Aspas, no Diário do Minho, sendo o primeiro de 14 de julho.

Os banhos eram tomados cedo, pelas oito horas da manhã, antes da refeição a que hoje chamamos pequeno-almoço...

Diário do Minho - 25 agosto
O hábito de frequentar as praias já bem entrado o Outono permanece ainda durante, pelo menos, os primeiros trinta anos do século XX...
Diário do Minho - 25 agosto 2014