INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

Em 2012 a ASPA comemorou 35 anos de intervenção em Braga. Criou, nessa data, este blogue.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
DEZEMBRO DE 2013
O novo executivo municipal suspende o PDM na área da ZEP das Sete Fontes.
Foi dado o 1º passo e há, finalmente, a esperança para o Monumento Nacional.

JUNHO DE 2015
O PDM aprovado na Assembleia Municipal de Braga prevê área de construção em ZEP do Monumento Nacional.
Novamente um futuro incerto para o Complexo das Sete Fontes?!

segunda-feira, 2 de maio de 2016

ENTRE ASPAS "José Moreira (1922-2003): um homem de valores que deu e que se deu mais do que o contrário "


José Moreira foi ilustre editor (nos anos 60 apoiou jovens e então desconhecidos escritores, como Altino do Tojal, José Manuel Mendes e Vergílio Alberto Vieira) e livreiro bracarense (Livraria Editora Pax), oficiante de vastas lides, como o jornalismo (Correio do Minho; Diário do Minho; Notícias do Minho; Minho, semanário, etc.), a literatura (Mínia, de que foi Director; “José Moreira – 1922-2003”, que inclui depoimentos de muitas figuras que com ele conviveram;  e outras publicações) e os múltiplos empenhamentos dados às mais diversas colectividades de Braga (Mocidade Portuguesa; Correio do Minho; Sporting Clube de Braga; ASPA) e movimentos comunitários, como os Focolares.
O Senhor José Moreira foi sempre incansável na publicação dos Entre Aspas, sensibilizando os bracarenses para a defesa do património e denunciando atentados a que todos íamos assistindo. Textos que refletem indignação e resistência:
Continua em Braga a “sinistra noite do fachadismo” – 2000.10.02
Enquanto o camartelo destrói implacável o Palacete...” – 2000.11.13
“Na cidade sem o meu carro!” – 2001.07.30
"O Parque da Ponte: legenda do abandono imerecido” – 2001.11.05
“Sobre  a sala Egípcia do sindicato dos caixeiros” – 2001.05.07

terça-feira, 26 de abril de 2016

AVENIDA JOSÉ MOREIRA: uma homenagem merecida

Ontem em Braga, 25 de Abril, fez-se justiça com a inauguração da Avenida José Moreira.
Na presença de diversas entidades, de elementos dos corpos diretos da ASPA e, muito particularmente, dos numerosos membros da sua Família, finalmente Braga reconheceu aquele que foi um dos mais generosos e dedicados dos seus cidadãos que, nos últimos anos da sua vida se notabilizou pela ação persistente na defesa do Património Cultural.

Entre várias batalhas em que participou destaca-se a luta pela salvaguarda das Sete Fontes. Uma luta iniciada pela ASPA em 1995, com o pedido de classificação do Sistema Hidráulico Setecentista ao qual o executivo municipal de então não reconheceu valor. Valor que só passados 16 anos, em 2011, o estado Português reconheceu, atribuindo-lhe o estatuto de Monumento Nacional.
José Moreira faleceu em 2003, ano em que foi publicado o Despacho de homologação do Complexo das Sete Fontes como Monumento Nacional.  

O seu nome ficará, para sempre, associado ao Complexo das Sete Fontes e aos Combates da ASPA.



segunda-feira, 18 de abril de 2016

ENTRE ASPAS - "D. Chica: cem anos à espera de um palácio"

"O Castelo de D. Chica, também conhecido como Castelo de Palmeira, constitui um exemplo paradigmático das habitações burguesas de província construídas no início do século XX por Ernesto Korrodi, bom intérprete do ecletismo historicista. Desenhado em 1915, o projeto reúne uma série de referências de inspiração medieval e renascentista que, juntamente com a utilização de elementos decorativos em ferro prefiguradores da Arte Nova, respondem aos anseios nobilitadores da burguesia oitocentista, alicerçada ao mesmo tempo na tradição e no progresso."
Este é o primeiro parágrafo da Portaria nº 120/2013, que reconhece o valor do Palácio D. Chica e o classifica como Monumento de Interesse Público. Um monumento que se encontra ao abandono, em elevado estado de degradação e, como tal, exige a atenção das entidades a quem compete zelar pelo património classificado: a nível nacional e a nível local.
Em textos anteriores alertámos (KATAVUS e ASPA) para o risco em que se encontra esta obra de Korrodi. 
Desta vez damos  a conhecer a personagem que deu o nome ao Palácio: a jovem brasileira, de nome Francisca, que o mandou construir.
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Diário do Minho - 18 abril 2016
Francisca Peixoto de Sousa (D. Chica). 1913.
Palácio D. Chica (1919?). Arquivo particular da família Korrodi.
Palácio D. Chica (2014). Gonçalo Regalo.
Palácio D. Chica (2014)




segunda-feira, 4 de abril de 2016

ENTRE ASPAS "O futuro do Núcleo Romano das Carvalheiras"

Diário do Minho - 4 abril 2016
Estando as Ruínas Romanas das Carvalheiras classificadas como Imóvel de Interesse Público desde 1990 (Decreto nº 29/90, de 17 de julho), por que motivo a DRCN nunca avançou com uma delimitação específica da área classificada, estabelecendo uma Zona Especial de Proteção (ZEP)?
Como se articula o processo de elaboração do Plano de Pormenor e Salvaguarda  com a valorização da Insula das Carvalheiras e abertura ao público? Será possível, até à conclusão do Plano, disponibilizar o espaço para visita e usufruto da população? Ou terá de se aguardar até final de 2017?
Cruzamento das duas ruas romanas e canto sudeste da Insula das Carvalheiras
Compartimentos (talvez lojas) que tinham acesso pelo porticado do decumanus (na rua Oeste-Leste)
EDITAL - 27 jan 2016
Diário do Minho - 2 abr 2016
Mais informação: 
-  "O futuro do Núcleo Romano das Carvalheiras"- texto editável
Insula das Carvalheiras